Quatro escolas estaduais do Alto Tietê dão início ao modelo cívico-militar

As unidades estão localizadas em Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos

Quatro escolas estaduais da região do Alto Tietê iniciaram nesta segunda-feira (2) o ano letivo de 2026 adotando o modelo de ensino cívico-militar, dentro de um programa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). As unidades estão localizadas em Mogi das Cruzes, Itaquaquecetuba e Ferraz de Vasconcelos e fazem parte do grupo de 100 escolas da rede estadual que passaram a integrar o projeto neste ano.

Em Mogi das Cruzes, foram incluídas a EE Euryclides de Jesus Zerbini e a EE Frei Thimoteo Van Den Broeck. Em Itaquaquecetuba, a escola selecionada foi a EE Amália Maria dos Santos, enquanto em Ferraz de Vasconcelos o modelo começou a ser aplicado na EE Professora Lândia Santos Batista.

Segundo o Governo de SP, as escolas participantes continuam seguindo o Currículo Paulista, com a mesma carga horária e diretrizes pedagógicas da rede. A gestão pedagógica permanece sob responsabilidade dos diretores escolares e dos professores, enquanto policiais militares da reserva atuam como monitores, auxiliando em questões de organização, disciplina, segurança e convivência no ambiente escolar. Esses profissionais passam por seleção, capacitação e avaliações periódicas.

A implantação do modelo ocorreu após consulta pública com a comunidade escolar. O governo afirma que o objetivo é melhorar o rendimento escolar, reduzir a evasão e fortalecer valores como responsabilidade e respeito. O programa, no entanto, divide opiniões. Defensores argumentam que o modelo pode contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico e da disciplina nas escolas. Já críticos, incluindo entidades ligadas à educação e parte da comunidade escolar, questionam a presença de militares no ambiente educacional e levantam preocupações sobre possíveis impactos na autonomia pedagógica, na liberdade de expressão dos estudantes e no papel da escola pública.

A Seduc-SP afirma que o regimento interno das unidades cívico-militares prevê respeito aos direitos dos alunos e que o modelo não deve restringir a manifestação de ideias, mas sim estabelecer regras de convivência e responsabilidade coletiva.

Com Informações: Notícias de Mogi

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