Osmar Stabile é alvo de pedido de impeachment

O ponto central do pedido de impeachment é o acordo firmado com a PGFN para equacionar uma dívida de R$ 1,2 bilhão oferecendo o Parque São Jorge como garantia.

O clima político no Corinthians esquentou de vez. Um grupo de conselheiros e ex-dirigentes protocolou nesta quarta-feira (15) no Conselho Deliberativo um pedido formal de impeachment e afastamento cautelar do presidente Osmar Stabile. A informação foi inicialmente divulgada pelo UOL.

O documento aponta supostas violações ao Estatuto Social do clube e à Lei Geral do Esporte, com foco em uma operação financeira considerada irregular pelos signatários.

Quem assina o pedido

A lista reúne nomes de peso da política corintiana:

  • Antonio Roque Citadini — Conselheiro vitalício e ex-vice-presidente
  • Alexandre Germano — Ex-diretor financeiro
  • Fernando Perino — Ex-diretor jurídico adjunto
  • Marcelo Kahan Mandel — Ex-diretor de relações internacionais
  • Yun Ki Lee — Ex-diretor jurídico
  • Peterson Ruan — Conselheiro trienal
  • Cyrillo Cavalheiro Neto — Associado
  • Felipe José Mendes da Silva — Associado
  • José Augusto Mendes — Associado
  • Wilson Canhedo Júnior — Associado

O que aconteceu no Corinthians?

O ponto central do pedido de impeachment é o acordo firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para equacionar uma dívida de R$ 1,2 bilhão. Para viabilizar a negociação, a diretoria ofereceu o Parque São Jorge como garantia real.

O imóvel está avaliado em aproximadamente R$ 600 milhões. O problema, segundo os autores do pedido, é que o Estatuto Social do Corinthians exige aprovação expressa do Conselho Deliberativo para que a sede social seja utilizada como garantia em operações financeiras — o que, alegam, não teria ocorrido.

Próximos passos

O requerimento foi entregue a Leonardo Pantaleão, presidente do Conselho Deliberativo. Pelas regras internas, ele tem até cinco dias para encaminhar o caso à Comissão de Ética, que emitirá um parecer sobre a admissibilidade do processo.

Com o parecer em mãos, o Conselho Deliberativo se reúne para decidir se o pedido de impeachment segue adiante. Caso avance, a palavra final caberá a uma Assembleia Geral de associados, que votará pela destituição ou permanência de Stabile no cargo.

Com Informações: ABC do ABC

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