Governo eleva idade mínima de redes sociais incluindo WhatsApp

Veja lista:

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) aumentou a classificação indicativa de idade de oito redes sociais nesta quarta-feira (18). Redes como o WhatsApp, que tinha classificação de 12 anos, agora são indicadas para maiores de 14 anos.

A classificação indicativa, como o nome diz, aponta para qual idade determinado conteúdo é recomendado. A ideia é que os responsáveis por menores de idade sejam informados de que determinada plataforma ou obra apresenta conteúdos que não são aptos a determinadas faixas etárias. A classificação, no entanto, não impede a veiculação desses produtos.

Plataformas reclassificadas para 18 anos:

  • Quora (antes era 12 anos)

Plataformas reclassificadas para 16 anos:

  • Kwai (antes era 14 anos)
  • TikTok (antes era 14 anos)
  • Linkedin (antes era 12 anos)
  • Pinterest (antes era 12 anos)
  • Snapchat (antes era 12 anos)

Plataformas reclassificadas para 14 anos:

  • WhatsApp (antes era 12 anos)
  • Menssenger (antes era 12 anos)

Plataformas com classificação mantida:

  • Instagram (16 anos)
  • X (18 anos)
  • Reddit (18 anos)
  • Discord (18 anos)
  • Poosting Rede Social (18 anos)
  • Twitch (18 anos)
  • Bluesky (18 anos)

Regras para crianças e adolescentes na internet

A lei que instituiu o ECA Digital estabelece regras para proteger crianças e adolescentes na internet. Um dos principais pontos é a necessidade de aferição de idade por parte das plataformas. As redes vão ter que disponibilizar mecanismos para verificar a idade dos usuários e impedir o acesso deles a conteúdos que não são recomendados para a idade.

Essa é a diferença entre a aferição etária e a classificação indicativa. Enquanto a primeira trará mecanismos para impedir o acesso inadequado, a segunda é apenas um guia para orientar responsáveis acerca do tipo de conteúdo disponível em determinada rede.

A partir da assinatura do decreto de regulamentação do ECA Digital, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) vai definir as etapas de implementação dessa verificação de idade.

O Estadão apurou que a agência deve confeccionar uma espécie de manual com os parâmetros mínimos exigidos dos mecanismos de verificação. A proposta em análise na ANPD é que o guia fixe padrões mínimos de qualidade como acurácia; não discriminação, ou seja, um método que leve em conta a diversidade étnica da população brasileira; transparência e que permita auditoria, entre outros.

Com Informações: Jovem Pan

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