Passageiros surdos terão atendimento em Libras por videochamada no Metrô de SP

Iniciativa que integra o programa São Paulo São Libras começa nesta quarta (18) e permite atendimento em tempo real por meio de QR Codes

Os passageiros surdos que utilizam o Metrô de São Paulo passarão a contar, a partir desta quarta-feira (18), com um novo recurso de acessibilidade para facilitar o atendimento nas estações: videochamadas ao vivo, gratuitas, com intérpretes do programa São Paulo São Libras, do Governo de São Paulo, lançado em 2023 que garante a pessoas surdas autonomia e tranquilidade em serviços públicos estaduais. A iniciativa é uma parceria entre o Metrô de São Paulo e a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD).

Nesta primeira fase, o atendimento vai estar disponível nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15- Prata do Monotrilho, em um total de 63 estações que transportam diariamente cerca de 3,2 milhões de passageiros. Até o final de março, o serviço deve ser expandido para as estações da futura Linha 17-Ouro.

Com a novidade, quando um passageiro surdo precisar de informações ou atendimento nas estações, será possível acionar o sistema por meio de QR Codes afixados nas estações, próximos a SSO ou linha de bloqueios, e iniciar uma chamada com um intérprete de Libras. O profissional fará a mediação da comunicação entre o passageiro e o funcionário do Metrô, traduzindo a conversa entre Libras e português em tempo real.

“É um marco histórico no estado de São Paulo, que revoluciona a rotina das pessoas surdas, permitindo a comunicação direta em Libras. Consiste numa iniciativa que não apenas abre portas para a comunidade surda, mas também representa um avanço significativo na busca por uma sociedade mais inclusiva, onde todos tenham igualdade de acesso aos serviços públicos. A tecnologia é uma aliada para criarmos mudanças reais e positivas na vida das pessoas”, destaca o secretário Marcos da Costa.

Passageiros do Metrô destacaram que a iniciativa representa um avanço de cidadania. “Nós, surdos, sentimos uma autonomia e uma tranquilidade por este ganho em acessibilidade”, opinou Erik Honorato Nunes, biólogo e professor de Libras. “Nos dá também mais segurança. Essa iniciativa é muito importante para conseguirmos informações, para saber onde vamos, para que lado, o que fazer quando perdemos alguma coisa. É só fazer a vídeo-chamada com o São Paulo São Libras e lá temos uma comunicação fácil.”

“Desde pequeno, eu uso o metrô”, relatou o professor de Libras Fábio de Sá e Silva. “Às vezes, tenho que escrever no papel e mostrar para alguém onde quero ir. Com essa tecnologia, o Metrô se torna ainda mais acessível. Teremos mais tranquilidade e autonomia para se locomover. A gente consegue acessar informações como qualquer ouvinte, de forma confortável e fácil.”

Com Informações: Agência Brasil

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